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segunda-feira, 21 de outubro de 2013
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
GAROTA DE 14 ANOS SE ENFORCA APÓS SOFRER BULLYING EM REDE SOCIAL
02 de agosto de 2013, Leicestershire- Inglaterra
A jovem Hannah Smith, de 14 anos, de
Leicestershire (Inglaterra) se matou na última sexta-feira (02.08) depois de
receber bullying por meio do site Ask.me - site de perguntas e respostas muito comum entre os
jovens. No serviço, que funciona como uma espécie de rede social, pessoas
deixaram mensagens negativas para a garota, como: “Morra”, “Beba água sanitária”
e “Tenha câncer”.
Antes de cometer o suicídio, Hannah deixou uma
mensagem escrita à mão e postou na internet: “Você acha que quer morrer, mas na
realidade você quer apenas ser salva”. A garota de apenas 14 anos era perseguida
na rede social por
usuários que postavam mensagens ofensivas. Aparentemente, alguns dos ofensores
tinham conhecimento sobre a
vida da garota e aproveitaram isso para magoá-la ainda mais.
O caso está sendo analisado pelos oficiais de
Lutterworth (Leicestershire). O computador da jovem e o celular fazem parte da
investigação. Os pais da garota entraram com um pedido para que o site seja
banido, pois o site não lida com os “valentões da internet”. O pai de Hannah,
Dave Smith, postou em seu
Facebook uma petição contra o site e algumas pessoas postaram mensagens no
Facebook de Hannah. O namorado escreveu: “RIP Hannah Louise
Mary Jayne Smith. O céu ganhou um lindo anjo”. O
pai de Hannah postou uma foto de flores em frente a sua casa em homenagem à sua filha. No Reino
Unido, o cyberbullying é crescente e não é a primeira vez que um caso como esse
acontece. De acordo com o Daily Mail, a garota sofria ataques constantes dos
trolls do Ask.me. O termo 'troll' é dado para os usuários que gostam de fazer
brincadeiras e pregar peças na rede. Porém, em alguns casos, as brincadeiras de
mau gosto passam do limite, cerca de 15 dias antes de cometer suicídio, a jovem
chegou a implorar que os valentões a deixassem em paz. Após uma mensagem que
sugeria que a garota se matasse, a jovem respondeu: 'você não se sentiria mal se
eu realmente fizesse isso?'
Não é a primeira tragédia do tipo que é causada
pelas redes sociais.
No Brasil, a OAB recomenda que os casos de
bullying sejam denunciados o mais rápido possível, O site Daily Mail entrou em
contato com o Ask.Fm para comentar o caso da jovem. O serviço informou que
existe um termo de uso e o site permite o conteúdo anônimo, que não é
monitorado. Portanto, o site não tem nenhuma responsabilidade sobre o conteúdo
postado pelos internautas.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Alegando bullying, aluna esfaqueia colega dentro de escola em SP
Uma estudante esfaqueou um colega dentro da escola nesta terça-feira na cidade de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. Segundo o Bom Dia SP, a agressão aconteceu na Escola Estadual Farid Eid, no Jardim Caçula. A jovem, de 17 anos, alegou que era agredida verbalmente pelo colega de classe, de 16 anos. Segundo ela, o rapaz a provocava, chamando-a de "recalcada" e "negra", além de caçoar de seu sotaque nordestino, uma vez que ela nasceu no Estado de Pernambuco e estava há apenas três meses no colégio.
Segundo testemunhas, a discussão começou na hora do intervalo. A menina, que havia levado uma faca de casa, escondida na meia, acabou desferindo um golpe na região da barriga do colega. O jovem foi socorrido pelo helicóptero Águia da Polícia Militar para um hospital da região. O estado de saúde do adolescente é considerado estável. A infratora passou a noite em um Distrito Policial e aguarda decisão da Vara da Infância e da Juventude. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, a escola já havia advertido os dois estudantes por conflitos. Foi programada para esta semana uma reunião na unidade de ensino para alertar aos pais sobre casos de violência e bullying em ambiente escolar.
Aluno alega bullying e atira contra dois colegas em escola de MG
• • atualizado às 12h10
Aluno alega bullying e atira contra dois colegas em escola de MG
Estudante de 19 anos foi detido depois de ferir os colegas na escola. As vítimas não correm risco de morte, segundo a polícia
- Ney RubensDireto de Belo Horizonte
- Dois estudantes de 16 anos foram baleados por um colega de sala na manhã desta quinta-feira na Escola Estadual Efigênia de Jesus, em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Autor e vítimas são alunos do 9º ano do ensino fundamental.
Segundo a Polícia Militar, Alexandre Gustavo dos Santos, 19 anos, alegou ser portador de necessidades especiais e por isso disse que era vítima de bullying por parte de um dos colegas. "Ele disse que faz tratamento psiquiátrico. Hoje na entrada da aula foi armado até a escola e atirou cinco vezes contra esse adolescente, que foi ferido na barriga. Um outro jovem também foi atingido no ombro e na orelha. Nenhum dos dois corre risco de perder a vida", informou o tenente Rodrigo Lima Ferreira, do 35º BPM de Santa Luzia.
O revólver 38 usado pelo estudante pertenceria ao tio dele, que é policial militar. "O autor mora com a avó. De ontem para hoje o tio, que é cabo da PM, foi dormir na casa da mãe. O autor então se aproveitou que o tio deixou a mochila com arma em cima de um guarda-roupas e pegou o revólver", disse o Ferreira.
O jovem foi detido em casa. O tio também foi conduzido à delegacia por omissão de cautela. "O delegado da Policia Civil quem vai definir se ele será autuado. Por parte da Polícia Militar, será aberta uma sindicância para apurar o fato", afirmou. "O tio nem sabia da história, ele estava dormindo quando o rapaz pegou a arma. Ficou sabendo quando o sobrinho foi preso dentro de casa", concluiu o tenente Ferreira.
Ainda segundo a PM, o jovem autor dos disparos não tem passagens pela polícia. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) informou que a escola tem câmeras de segurança e que constantemente realiza campanhas de promoção da paz junto à comunidade do bairro Rosarinha. A SEE disse ainda que o atentado foi um fato isolado já que não havia sido registrado nenhum outro incidente policial na escola e o estudante também não teria dado qualquer indício de que cometeria o crime.
De acordo com a SEE nenhuma das escolas estaduais mineiras possui detectores de metais na entrada ou têm o procedimento de revistas em bolsas e mochilas.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Projeto de lei combate criminalização e dá novo nome ao bullying
• • atualizado às 10h26
Projeto de lei combate criminalização e dá novo nome ao bullying
Intimidação sistemática é o nome sugerido por deputados; projeto do Senado criminaliza o bullying, mas Câmara combate penalização
Evitar “tanto quanto possível” a punição dos agressores é a meta do Projeto de Lei (PL) nº 5.369. O texto também propõe a substituição do termo bullying por "intimidação sistemática", a fim de fugir do estrangeirismo.
De acordo com o deputado federal Vieira da Cunha (PDT-RS), autor do Programa de Combate à Intimidação Sistemática, o objetivo é “prevenir e conscientizar”. “Já existem órgãos que punem penalmente os responsáveis por essas ações, quando necessário”, defende, fazendo referência ao Código Penal, que contempla casos em que o envolvido é maior de 18 anos, e ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para os menores de idade. Aguardando apreciação no Senado, o PL foi aprovado no final de junho, mas contém pontos polêmicos.
O foco do programa é a prevenção. No entanto, ao evitar punições aos envolvidos em casos de bullying, ele vai contra o Projeto de Lei do Senado nº 236, que prevê a reformulação do Código Penal. Segundo esse documento, que trata bullying como “intimidação vexatória”, a pena para essas ações varia entre um e quatro anos de prisão.
Mas a criminalização não agrada especialistas. Para a juíza Márcia Kern Papeleo, é importante lembrar que os casos de bullying são, normalmente, praticados por crianças e adolescentes. A indicação é evitar penalizações criminais. “Primeiro é preciso tentar restaurar a relação, reunir as partes envolvidas e dialogar”, ensina. Em 2007, quando o termo bullying ainda era novidade, Márcia relata que trabalhou em um caso no qual os pais de um aluno que sofria perseguição moral processaram os pais dos colegas que praticavam as agressões. Foi com muito esforço, revela, que conseguiu se chegar a um acordo entre as partes: “Trabalhei o tempo todo ressaltando que o dano maior ficava com as crianças envolvidas”.
A atitude dos pais é determinante, ressalta a psicóloga psicodramatista Cecília Zylberstajn: “É muito importante o diálogo e o envolvimento das famílias. É preciso evitar que um culpe o outro”. Os pais também precisam estar atentos a mudanças bruscas de comportamento, como oscilações de humor e perda de sono. “Isso pode indicar que a criança está enfrentando problemas”, explica Cecília.
O bullying não se combate apenas com ações da escola, ele é um reflexo da sociedade, do que a criança presencia em casa e na rua
Cecília Zylberstajnpsicóloga
A grande questão não é a punição, mas sim o que vem no lugar dela, afirma Cecília. “É um tema difícil, pois a criança agressora normalmente é vítima de agressão também. O bullying não se combate apenas com ações da escola, ele é um reflexo da sociedade, do que a criança presencia em casa e na rua”, diz. Segundo a especialista, o jovem agredido pode se tornar mais violento: “Quem apanha vai querer bater no mais fraco, criando um ciclo de violência”.
A psicóloga Maria Tereza Maldonado defende que o trabalho deve ser focado nas redes de relacionamento - agressor, agredido e testemunhas -, buscando dar um fim a esse movimento cíclico de agressão, segundo o qual “quem pratica bullying normalmente já sofreu; quem sofre poderá vir a fazer; e quem presencia pode vir a imitar”. Por isso, é importante a conscientização. “Se for entendido que o bullying não é uma brincadeira, quem testemunha uma agressão pode ter um papel ativo, ser um inibidor”, esclarece Maria.
Autora dos livros Bullying e cyberbullying - o que fazemos com o que fazem conosco? e A face oculta - uma história de bullying e cyberbullying, Maria vê nas ações socioeducativas a saída para o problema. “Os agressores normalmente são pessoas capacitadas para liderar, são influentes. Quem pratica algum ato de cyberbullying possui competência na área digital. O que é preciso é direcionar essas habilidades para que trabalhem para o bem”, defende.
PL enquadra abuso sexual como um possível caso de bullying
Outro ponto do texto aprovado pelos deputados que levanta polêmica é o enquadramento de abuso sexual como um possível caso de bullying. Para Vieira da Cunha, isso não significa um abrandamento da lei. “É preciso que se avalie caso a caso, depende do ato concreto. Para crimes sexuais, já existe legislação”, aponta. “Muitas correntes defendem a criminalização, mas é preciso lembrar que os envolvidos são em sua maioria menores de idade”, diz o deputado.
Outro ponto do texto aprovado pelos deputados que levanta polêmica é o enquadramento de abuso sexual como um possível caso de bullying. Para Vieira da Cunha, isso não significa um abrandamento da lei. “É preciso que se avalie caso a caso, depende do ato concreto. Para crimes sexuais, já existe legislação”, aponta. “Muitas correntes defendem a criminalização, mas é preciso lembrar que os envolvidos são em sua maioria menores de idade”, diz o deputado.
Quem pratica bullying normalmente já sofreu; quem sofre poderá vir a fazer; e quem presencia pode vir a imitar
Maria Tereza Maldonadopsicóloga
Hoje, o menor de idade é punido de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Mesmo que aprovado, o PL não irá se sobrepor ao ECA ou ao Código Penal. A juíza Márcia Kern aponta que é preciso saber a dimensão do abuso para saber como enquadrá-lo. “Casos graves já têm punição prevista em lei”, destaca.
O PL é o primeiro em âmbito federal a regular o tema do bullying - tratado como “intimidação sistemática”. Alguns estados já possuem legislação própria sobre o assunto. Santa Catarina, por exemplo, criou seu programa de combate ao bullying em 2009. Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul são exemplos de outros estados que possuem leis sobre o assunto. Todos os programas atuam no mesmo sentido de aproximar escolas, famílias e alunos pela prevenção dos atos e, por meio de medidas educativas, evitar as agressões sistemáticas.
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quarta-feira, 19 de junho de 2013
Dois em cada dez estudantes dos 13 aos 15 anos admitem praticar bullying
19 de Junho de 2013• • atualizado às 10h22
Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que 7,2% dos entrevistados se sentiram humilhados por provocações
- Cirilo Junior Direto do Rio de Janeiro
- Dois em cada dez estudantes matriculados no 9º ano admitem que praticam bullying com frequência contra colegas, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pense 2012 entrevistou 109.104 estudantes do 9º ano do ensino fundamental, sendo que 86% têm de 13 a 15 anos de idade.
O levantamento mostra que 7,2% dos entrevistados disseram que sempre ou quase sempre se sentiram humilhados por provocações de colegas. Entre os meninos, 7,9% relataram maior incômodo em relação ao bullying. Entre as meninas, essa proporção fica em 6,5%.
O IBGE investigou também se os estudantes sofrem agressões no âmbito familiar. Entre os entrevistados, 10,6% declararam ter passado por essa situação nos 30 dias anteriores à pesquisa. No universo das meninas, 11,5% revelaram ter sido agredidas no tempo mais recente. Entre os garotos, 9,6% mencionaram que sofreram violência de um adulto da família.
Questionados se já tinham se envolvido em alguma briga por arma de fogo, 6,4% dos estudantes entrevistados afirmaram que sim. Entre os alunos do sexo masculino, 8,8% passaram por essa situação. Já entre as meninas, a proporção foi de 4,3%.
Em relação a brigas com arma branca, 7,3% admitiram que tinham se envolvido em alguma nos 30 dias anteriores à pesquisa. Entre os meninos, 10,1% afirmaram ter estado em situação deste tipo, acima da proporção entre as garotas (4,8%).
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