terça-feira, 23 de julho de 2013

Aluno alega bullying e atira contra dois colegas em escola de MG


• • atualizado às 12h10

Aluno alega bullying e atira contra dois colegas em escola de MG

Estudante de 19 anos foi detido depois de ferir os colegas na escola. As vítimas não correm risco de morte, segundo a polícia

  • Direto de Belo Horizonte
 
  • Dois estudantes de 16 anos foram baleados por um colega de sala na manhã desta quinta-feira na Escola Estadual Efigênia de Jesus, em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Autor e vítimas são alunos do 9º ano do ensino fundamental. 

Segundo a Polícia Militar, Alexandre Gustavo dos Santos, 19 anos, alegou ser portador de necessidades especiais e por isso disse que era vítima de bullying por parte de um dos colegas. "Ele disse que faz tratamento psiquiátrico. Hoje na entrada da aula foi armado até a escola e atirou cinco vezes contra esse adolescente, que foi ferido na barriga. Um outro jovem também foi atingido no ombro e na orelha. Nenhum dos dois corre risco de perder a vida", informou o tenente Rodrigo Lima Ferreira, do 35º BPM de Santa Luzia.

O revólver 38 usado pelo estudante pertenceria ao tio dele, que é policial militar. "O autor mora com a avó. De ontem para hoje o tio, que é cabo da PM, foi dormir na casa da mãe. O autor então se aproveitou que o tio deixou a mochila com arma em cima de um guarda-roupas e pegou o revólver", disse o Ferreira. 

O jovem foi detido em casa. O tio também foi conduzido à delegacia por omissão de cautela. "O delegado da Policia Civil quem vai definir se ele será autuado. Por parte da Polícia Militar, será aberta uma sindicância para apurar o fato", afirmou. "O tio nem sabia da história, ele estava dormindo quando o rapaz pegou a arma. Ficou sabendo quando o sobrinho foi preso dentro de casa", concluiu o tenente Ferreira.

 Ainda segundo a PM, o jovem autor dos disparos não tem passagens pela polícia. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) informou que a escola tem câmeras de segurança e que constantemente realiza campanhas de promoção da paz junto à comunidade do bairro Rosarinha. A SEE disse ainda que o atentado foi um fato isolado já que não havia sido registrado nenhum outro incidente policial na escola e o estudante também não teria dado qualquer indício de que cometeria o crime.

De acordo com a SEE nenhuma das escolas estaduais mineiras possui detectores de metais na entrada ou têm o procedimento de revistas em bolsas e mochilas. 

 

 


 

terça-feira, 9 de julho de 2013

Projeto de lei combate criminalização e dá novo nome ao bullying


• • atualizado às 10h26

Projeto de lei combate criminalização e dá novo nome ao bullying

Intimidação sistemática é o nome sugerido por deputados; projeto do Senado criminaliza o bullying, mas Câmara combate penalização

Evitar “tanto quanto possível” a punição dos agressores é a meta do Projeto de Lei (PL) nº 5.369. O texto também propõe a substituição do termo bullying por "intimidação sistemática", a fim de fugir do estrangeirismo.

De acordo com o deputado federal Vieira da Cunha (PDT-RS), autor do Programa de Combate à Intimidação Sistemática, o objetivo é “prevenir e conscientizar”. “Já existem órgãos que punem penalmente os responsáveis por essas ações, quando necessário”, defende, fazendo referência ao Código Penal, que contempla casos em que o envolvido é maior de 18 anos, e ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para os menores de idade. Aguardando apreciação no Senado, o PL foi aprovado no final de junho, mas contém pontos polêmicos.

O foco do programa é a prevenção. No entanto, ao evitar punições aos envolvidos em casos de bullying, ele vai contra o Projeto de Lei do Senado nº 236, que prevê a reformulação do Código Penal. Segundo esse documento, que trata bullying como “intimidação vexatória”, a pena para essas ações varia entre um e quatro anos de prisão.

Mas a criminalização não agrada especialistas. Para a juíza Márcia Kern Papeleo, é importante lembrar que os casos de bullying são, normalmente, praticados por crianças e adolescentes. A indicação é evitar penalizações criminais. “Primeiro é preciso tentar restaurar a relação, reunir as partes envolvidas e dialogar”, ensina. Em 2007, quando o termo bullying ainda era novidade, Márcia relata que trabalhou em um caso no qual os pais de um aluno que sofria perseguição moral processaram os pais dos colegas que praticavam as agressões. Foi com muito esforço, revela, que conseguiu se chegar a um acordo entre as partes: “Trabalhei o tempo todo ressaltando que o dano maior ficava com as crianças envolvidas”.

A atitude dos pais é determinante, ressalta a psicóloga psicodramatista Cecília Zylberstajn: “É muito importante o diálogo e o envolvimento das famílias. É preciso evitar que um culpe o outro”. Os pais também precisam estar atentos a mudanças bruscas de comportamento, como oscilações de humor e perda de sono. “Isso pode indicar que a criança está enfrentando problemas”, explica Cecília.
O bullying não se combate apenas com ações da escola, ele é um reflexo da sociedade, do que a criança presencia em casa e na rua
Cecília Zylberstajnpsicóloga

A grande questão não é a punição, mas sim o que vem no lugar dela, afirma Cecília. “É um tema difícil, pois a criança agressora normalmente é vítima de agressão também. O bullying não se combate apenas com ações da escola, ele é um reflexo da sociedade, do que a criança presencia em casa e na rua”, diz. Segundo a especialista, o jovem agredido pode se tornar mais violento: “Quem apanha vai querer bater no mais fraco, criando um ciclo de violência”.

A psicóloga Maria Tereza Maldonado defende que o trabalho deve ser focado nas redes de relacionamento - agressor, agredido e testemunhas -, buscando dar um fim a esse movimento cíclico de agressão, segundo o qual “quem pratica bullying normalmente já sofreu; quem sofre poderá vir a fazer; e quem presencia pode vir a imitar”. Por isso, é importante a conscientização. “Se for entendido que o bullying não é uma brincadeira, quem testemunha uma agressão pode ter um papel ativo, ser um inibidor”, esclarece Maria.

Autora dos livros Bullying e cyberbullying - o que fazemos com o que fazem conosco? e A face oculta - uma história de bullying e cyberbullying, Maria vê nas ações socioeducativas a saída para o problema. “Os agressores normalmente são pessoas capacitadas para liderar, são influentes. Quem pratica algum ato de cyberbullying possui competência na área digital. O que é preciso é direcionar essas habilidades para que trabalhem para o bem”, defende.

PL enquadra abuso sexual como um possível caso de bullying
Outro ponto do texto aprovado pelos deputados que levanta polêmica é o enquadramento de abuso sexual como um possível caso de bullying. Para Vieira da Cunha, isso não significa um abrandamento da lei. “É preciso que se avalie caso a caso, depende do ato concreto. Para crimes sexuais, já existe legislação”, aponta. “Muitas correntes defendem a criminalização, mas é preciso lembrar que os envolvidos são em sua maioria menores de idade”, diz o deputado.
Quem pratica bullying normalmente já sofreu; quem sofre poderá vir a fazer; e quem presencia pode vir a imitar
Maria Tereza Maldonadopsicóloga

Hoje, o menor de idade é punido de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Mesmo que aprovado, o PL não irá se sobrepor ao ECA ou ao Código Penal. A juíza Márcia Kern aponta que é preciso saber a dimensão do abuso para saber como enquadrá-lo. “Casos graves já têm punição prevista em lei”, destaca.

O PL é o primeiro em âmbito federal a regular o tema do bullying - tratado como “intimidação sistemática”. Alguns estados já possuem legislação própria sobre o assunto. Santa Catarina, por exemplo, criou seu programa de combate ao bullying em 2009. Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul são exemplos de outros estados que possuem leis sobre o assunto. Todos os programas atuam no mesmo sentido de aproximar escolas, famílias e alunos pela prevenção dos atos e, por meio de medidas educativas, evitar as agressões sistemáticas.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra

 


 
 
 

 

 
 
 


 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Dois em cada dez estudantes dos 13 aos 15 anos admitem praticar bullying

19 de Junho de 2013• • atualizado às 10h22

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que 7,2% dos entrevistados se sentiram humilhados por provocações


  • Cirilo Junior
    Direto do Rio de Janeiro
  •  Dois em cada dez estudantes matriculados no 9º ano admitem que praticam bullying com frequência contra colegas, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pense 2012 entrevistou 109.104 estudantes do 9º ano do ensino fundamental, sendo que 86% têm de 13 a 15 anos de idade.

O levantamento mostra que 7,2% dos entrevistados disseram que sempre ou quase sempre se sentiram humilhados por provocações de colegas. Entre os meninos, 7,9% relataram maior incômodo em relação ao bullying. Entre as meninas, essa proporção fica em 6,5%.

O IBGE investigou também se os estudantes sofrem agressões no âmbito familiar. Entre os entrevistados, 10,6% declararam ter passado por essa situação nos 30 dias anteriores à pesquisa. No universo das meninas, 11,5% revelaram ter sido agredidas no tempo mais recente. Entre os garotos, 9,6% mencionaram que sofreram violência de um adulto da família.

Questionados se já tinham se envolvido em alguma briga por arma de fogo, 6,4% dos estudantes entrevistados afirmaram que sim. Entre os alunos do sexo masculino, 8,8% passaram por essa situação. Já entre as meninas, a proporção foi de 4,3%.

Em relação a brigas com arma branca, 7,3% admitiram que tinham se envolvido em alguma nos 30 dias anteriores à pesquisa. Entre os meninos, 10,1% afirmaram ter estado em situação deste tipo, acima da proporção entre as garotas (4,8%).

Terra

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Mais um pouco sobre bullying


               Nós estamos sujeitos a todos os tipos de maus-tratos. Por isso, estamos sujeitos a sermos vítimas de bullying. Os mais suscetíveis, sem dúvidas, são as nossas crianças. Elas se envolvem muito facilmente com comportamento provocativos.
                Lembremos que as crianças vão às escolas. Dentro da escola o aluno encontra-se com outros cujas culturas são diferentes da dele, educação  diferente da dele, modo de resolver um conflito diferente da dele. Uma natureza que é somente dele. Portanto, dentro de uma sala de aula há exatamente de 20 a 40 alunos, todos diferentes uns dos outros, Graças a Deus!
                É por essas razões e mais uma lista de outras que o bullying estoura dentro das escolas e torna-se, quando ele é descoberto, evidência.
                Lembremo-nos de que Bullying ocorre com grande frequência dentro de casa também!
                Há crianças que são tão vítimas dentro de casa que não há como não ‘sobreviver’  agredindo alguém fora dela.
                 Não se objetiva aqui afirmar que todas as crianças agressoras são vítimas dentro de casa. Mas há grande possibilidade de acertarmos  com essa afirmativa.
                As crianças que se descobriram envolvidas com o bullying,  sendo alvo ou agressor, necessitam  urgentemente  de acolhimento e  acompanhamento psicológico.  
                Em se tratando do fenômeno bullying, hipóteses devem ser descartadas.
                Crianças precisam ser acolhidas, amadas e educadas para se sentirem seguras e  reclamarem seus direitos, inclusive o de permanecer  com segurança dentro de uma escola, de uma sala de aula, de um lar.
                Diga-lhe um NÂO  bem dito.
                Diga-lhe um Sim bem dito.
                Criança precisa de educação,  abraços e de ouvir todos os dias que são importantes para nós.
                O dia que eu amo mais e mais as minhas crianças as minhas rugas fogem de mim.
 
Rita Lavoyer

BULLYING, mais uma vez

BULLYING

 O assunto está em evidência. Não podemos nos calar. É importante observarmos o comportamento das crianças. Quando elas são intimidadas, ofendidas, perseguidas constantemente, não demora, elas apresentarão algum problema de saúde.

 Em muitos casos a criança tem dor na barriga e pede para não ir à escola, e o quadro começa a se repetir quase todos os dias. Vai, sente dor na barriga e volta pra casa. Chega um dia em que ela não vai mais à escola. Nesse quadro a depressão já é dominante e a criança apresenta alterações de humor. Muitos pais, desconhecendo os efeitos causados pelo "bullying", passam a agredir física e verbalmente a criança, que sendo alvo de bullying, não sabe se manifestar e pedir ajuda.

 A criança “alvo” passa a sofrer em dois lugares: fora e dentro de casa.

 Pais e professores, se a criança apresentar   esse quadro, vai o médico, é examinada, medicada e o sintoma persistir, diagnóstico: ela é alvo de Bullying.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Cyberbullying aumenta entre os estudantes do ensino médio nos EUA

06 de Maio de 2013• • atualizado às 11h17

Quase um terço dos estudantes pesquisados também relatam jogar games por mais de três horas ao dia


  •  Em cada 30 estudantes de ensino médio nos Estados Unidos, cinco foram vítimas de cyberbullying nos últimos anos. É o que mostra uma pesquisa realizada em 2011 com 15,425 alunos de escolas públicas e privadas e apresentada no domingo em Washington, DC. Os resultados também apontam que 10 desses estudantes gastam mais de três horas jogando videogames ou utilizando o computador para outras funções que não estudar em dias escolares. A pesquisa foi apresentada no encontro anual da Pediatric Academic Societies (PAS).

"O bullying eletrônico em estudantes do ensino médio ameaça a autoestima, o bem-estar emocional e a posição social da juventude em um estágio muito vulnerável de seu desenvolvimento", afirmou o autor do estudo, Andrew Adesman. "Apesar de os adolescentes geralmente aceitarem estar conectados à web e entre si a todo momento, precisamos reconhecer que essas novas tecnologias carregam consigo o potencial de traumatizar os jovens de novas e diferentes maneiras."

O estudo contou com adesão de 87% dos estudantes e 81% das escolas pesquisados. Essa é a primeira vez que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos - responsável pela pesquisa a nível nacional a cada dois anos - pergunta aos estudantes se eles foram vítima de cyberbullying nos últimos 12 meses, através de meios eletrônicos como mensagens, chat, sites, e-mail e SMS.

Resultados
Um em cada seis estudantes do ensino médio (16,2%) relataram ter sofrido bullying eletrônico nos últimos 12 meses
Garotas tem quase duas vezes mais chance de relatarem ter sido vítimas de cyberbullying que os garotos (22,1% x 10,8%)
Brancos relataram ter sofrido cyberbullying com mais que o dobro da frequência de negros

 

Terra