domingo, 17 de abril de 2011



BULLYING MOTIVOU 87% DE ATAQUES EM ESCOLA

Bullying motivou 87% de ataques em escolas, diz estudo Por AE Agência Estado – sáb, 16 de abr de 2011 09:00 BRT

O psiquiatra americano Timothy Brewerton, que tratou de alguns dos estudantes sobreviventes do massacre de Columbine, que deixou 13 mortos em 1999 nos Estados Unidos, apresentou ontem no Rio estudo realizado pelo serviço secreto do país cujo resultado apontou que, nos 66 ataques em escolas que ocorreram no mundo de 1966 a 2011, 87% dos atiradores sofriam bullying e foram movidos pelo desejo de vingança.

Trata-se da mesma motivação alegada pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira, autor do massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo. “O bullying pode ser considerado a chave para entender o problema e um enorme fator de risco, mas outras características são importantes, como tendências suicidas, problemas mentais e acessos de ira. Não acredito em um estereótipo ou perfil para um assassino potencial nas escolas.”

A pesquisa apontou que em 76% dos ataques no mundo os assassinos eram adolescentes e tinham fácil acesso às armas de parentes. “Além do controle ao acesso às armas, recomendamos também que os pais fiquem atentos a alguns comportamentos, como maus-tratos contra animais, alternância de estados de humor, tendências incendiárias, isolamento e indiferença”, disse Brewerton. Segundo ele, 70% dos ataques registrados em escolas no mundo aconteceram nos Estados Unidos. O levantamento apontou que naquele país 160 mil alunos faltam diariamente no colégio por medo de sofrer humilhações, surras ou agressões verbais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

MAIS UM GENOCÍDIO DENTRO DE ESCOLA

“Homem abre fogo dentro de escola do Rio e mata ao menos 11 crianças Suspeito invadiu colégio Tasso da Silveira, no Realengo, e também foi atingido e morreu; ainda não há informações sobre o motivo do crime” 07 de abril de 2011 9h 11 O que chama a atenção nesse caso? O homem não chegou àquela escola por acaso. Ele planejou o acontecimento. No trajeto de onde ele saiu até chegar ao local do crime ele poderia ter desistido do seu feito ou então atirar em qualquer outro grupo de pessoas que passavam na rua. Mas não, escolheu a escola! Certamente sondou o espaço para certificar-se de que poderia entrar ali armado sem ser abordado.

As matérias ainda não divulgaram a ficha completa do autor do crime, apenas que era, segundo sua irmã, filho adotivo, morava sozinho, era isolado, sem amigos, que passava muito tempo na Internet e que ele havia sido aluno do colégio , onde adentrou armado, disparando nas cabeças das crianças, matando e morrendo em seguida. O desfecho é sempre igual nesse tipo de tragédia. O que acontece para que uma pessoa, antes de tirar a sua vida, tire primeiro a de um grupo de inocentes, menores que ele, que não apresentam condições nenhuma de defesa? Os fatos levantados, as peças juntadas levarão as investigações a uma conclusão, a esta altura, irremediável.


Não conseguimos, embora tentamos, consertar o mundo, nem tirar as dores da alma de um ser humano por não sabermos dele as razões, mas não podemos desistir de melhorar o pequeno espaço onde vivemos.



Eu quero acreditar que os nossos filhos estejam seguros nas escolas que nós escolhemos para eles passarem a maior parte do dia.


Quero continuar acreditando que as escolas de Araçatuba estejam se adequando cada vez mais quanto a segurança no fluxo de pessoas em seus prédios, evitando, inclusive, crimes dessa natureza. Dizem que eu vejo bullying em tudo. Eu sei, mais ou menos, distinguir uma violência de outra e sei que bullying deixa sequelas. Por não conseguir mais informações sobre o atirador até o momento em que escrevo este artigo, não posso relacionar a tragédia a um agressor que tenha sido vítima do fenômeno, que não escolhe raça, sexo, crença, posição social, cultural ou financeira.



Se não há uma forma de evitar esse tipo de genocídio dentro de um país, de um estado, vamos nos unir para que esse tipo de tragédia não venha a ocorrer em nossa cidade. Senhores dirigentes escolares, protejam os nossos filhos enquanto eles estão sob a guarda de vocês. Se uma pessoa que apresenta desvio de conduta, que seja um psicopata ou maníaco entra em uma escola armado e faz um estrago desse tamanho, recorrer a Freud para justificar, não convencerá os pais que perdem filhos numa tragédia dessa natureza. Antes mesmo de um diploma, nossos filhos precisam sair da escola com vida. Rita Lavoyer

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Fatos trágicos que aconteceram dentro de escolas no mundo.

AMÉRICA DO NORTE

1997- cidade West Paducah, Kintucky: um adolescente de 14 anos entrou armado na escola matou três alunos e deixou mais cinco feridos; 1998- Jonesboro, Arkansas: dois estudantes de 11 e 13 anos, atiraram contra sua escola, matando quatro alunas e uma professora. 1998- Springfield, Oregon: um adolescente de 17 anos matou a tiro dois alunos e feriu mais vinte; 1999, Littleton, Columbine. Com explosivos e armas de fogo, dois adolescentes de 17 e 18 anos assassinaram 12 alunos, um professor e deixaram dezenas de feridos. Em seguida suicidaram-se.


Alemanha

1999 – um estudante de 15 anos matou uma professora com uma faca. 2000 : um aluno de 16 anos matou a tiros o diretor de escola e depois tentou suicídio; 2001 ; um rapaz de 22 anos matou a tiros o funcionário da empresa; depois se dirigiu à sua ex- escola, matou o diretor e suicidou-se com explosivos; 2002 : um jovem de 19 anos matou 16 pessoas: duas meninas. 13 professores, uma secretária e um policial ; em seguida suicidou-se.


ARGENTINA

2004: adolescente de 15 anos matou a tiro 4 colegas, ferindo mais cinco. Foi preso em seguida.


BRASIL

2003: Taiúva –SP: um adolescente de 18 anos feriu 8 pessoas - Suicidou-se. 2004: Remanso-Bahia: jovem de 17 anos matou a tiros um colega de 13 anos e feriu 3 pessoas. Foi desarmado.


FRANÇA

12/2010 - Jovem faz crianças reféns na França por cerca de 4 horas.



HOJE NO BRASIL

07/04/2011 – Homem entra em escola no Rio de Janeiro e mata 11 crianças ao menos.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

SUPERE O SEU 'PRÓPRIO' BULLYING

Eu sou pequenininha

Das perninhas finas

Não uso sai curta

Porque não combina.

Os meus joelhos são grandes

Como maçaneta de porta

Mas se as pernas são tortas

O que me importa?

A minha barriguinha é grande

Mas aqui não tem bebê.

Ela é grande mesmo

De tanto eu comer... comer... comer...

Os meus braços são curtos,

Parecem até que são fraquinhos,

Os abraços que eles dão

São sempre apertados.

Os meus braços estão sempre abertos,

Nunca estarão cruzados.

Dentro da minha boca

Tem mais aparelho do que dentes .

Então eu mostro tudo num sorriso

Porque vivo sempre contente.

O meu olho direito é manco,

O esquerdo ,às vezes, me deixa na mão,

Pra que olhos perfeitos

Se o olhar verdadeiro

Trago no coração!?

Já me chamaram de orelhuda,

Careca e até branquela.

Quanta gente distraída...

Se esqueceram de dizer

Que eu também sou bem magrela.

Minha língua também é presa

Pra falar até gaguejo.

A minha voz é fina

Não nasci para cantora,

Sou cabeça dura pras regras

Ainda assim, sonho ser escritora.

Vez enquando arrumo confusão

Quando vou discutir ideia.

Já disse :sou cabeça dura

Não trago miolo de geleia.

Também sei quando estou errada,

quando o outro também está.

Experiência da idade...

Eu relevo e me relevam

Preservamos a amizade .

Quando saio do prumo

Giro a baiana, dou piti.

Depois que a cena termina

Rodo o filme de novo

Para eu poder me divertir.

O meu “R” é retroflexo,

“Idioma” mais chique do mundo!

Sabe de uma coisa?

Eu não estou nem aí,

Das minhas qualidades

Não tenho nenhum complexo.

Além do mais eu sou assim!

Se ocê querê ou não querê,

Fazê o quê?

Não me mande receita de mudança.

Eu só sei ser Rita Lavoyer.


RITA LAVOYER


Obs: Os aparelhos dentários, após 24 anos de uso, foram retirados no ano passado.

quarta-feira, 2 de março de 2011

SUPERPROTEÇÃO - UM CRIME CONTRA A CRIANÇA


Imagem da internet



Helicopter parents ou "pais helicópteros”, é o nome que os pais superprotetores ganharam nos Estados Unidos. Ficam sobre a cria tal qual fêmea chocadeira. Com uma diferença: os animais libertam os seus para ganharem a vida, sobreviverem por si mesmos.

Pais que apresentam esse perfil não sabem os danos que causam aos filhos. Tiram-lhes o direito de conquistar o seu lugar, primeiramente dentro da própria casa, depois fora dela. É notório que o mundo apresenta-nos perigos, como drogas, sequestros, assaltos e outros, mas tolher a criança de andar com as próprias pernas é impedir que adquira autoconfiança, autoestima. Criança superprotegida não apresenta autonomia, não sabe fazer escolhas, não sabe o que deseja, não sabe ir e vir sem que os pais lhe indiquem o que fazer e como fazer.

Os superprotetores “alegam” querer o melhor para o seu filho. O melhor para o filho: é não vê-lo caindo, porque pode fazer um corte; não vê-lo molhado, porque pode se resfriar; não vê-lo subindo, porque não saberá descer se não estiverem por perto.

O melhor para um filho cujos pais são ‘helicópteros’ é que fique quietinho, que não saia da casca, porque os pais são ansiosos, inseguros, e se descobrirem as aptidões do filho poderão não aceitá-las, ficarão estressados por não saberem lidar com o potencial que o próprio filho apresenta.
Logo, pais superprotetores são os que subestimam a capacidade psicomotora e social do próprio filho, e excedem os cuidados sobre ele por não acreditarem na própria capacidade que têm de educar.
Assisti, recentemente, pais dando entrevistas, tentando explicar as razões de seus filhos estudarem em casa e não nas escolas (já têm pais brigando na justiça por isso). Um deles me surpreendeu dizendo que na escola seus filhos estariam envolvidos com crianças diferentes com as quais eles não pediram para conviver.

Tal qual Chronos (mitologia) há pais engolindo os filhos para que vivenciem uma falsa “Idade de Ouro” ou para não perderem o ‘posto’ de pais. Colocar os filhos numa redoma não os protege das investidas da vida. Uma criança demasiadamente protegida é insegura e não há como negar essa verdade. Em um grupo correrá o risco da exclusão, não porque o grupo deseja excluí-la, mas porque ela não apresentará condições de relacionamento da forma que precisa.

Quantos pais, por não acreditarem no potencial de seus filhos, fabricam vítimas e depois culpam os meios que eles frequentam por não os respeitarem. Na condição de rejeitada, a criança se volta, primeiramente, contra os próprios pais, sem saber as razões. Igual aos filhos que Chronos vomitou.

Há pais que sugam as energias de seus filhos; outros impedem que elas sejam gastas.

Embotada, a criança acumula energias, torna-se uma bomba secreta, um pararraio propício a se “conectar” com outra cuja energia lhe é roubada. Uma versão para agressor e agredido.
Quando explode, nem a criança entende o motivo, pois não aprendeu saber por si e nem sobre si. Os pais assumiram o lugar do seu saber, do seu querer, do seu agir, do seu pensar. No futuro, não havendo recursos, dominam-na, novamente, com antidepressivos.

Filhos são como passarinhos, mas colocá-los para cantar em gaiolas de ouro não os farão melhores. Essa espécie não conhece o valor desse metal, somos nós que os induzimos a isso, corroendo-lhes canto.

Filhos não querem ser troféus, mas muitos de nós os caçamos, na condição de seus algozes.

Façamo-nos ninhos para que eles possam sair e voltar com prazer, sem nos eximir do nosso dever de educá-los, convivendo-nos em harmonia. Do contrário, não conseguirão, sequer, suportar a nossa presença. Que eles sintam em nossos braços um elo, não uma corrente.

Estou tentando!

Rita Lavoyer


Texto publicado no Jornal Folha da Região em 02/03/2011.